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A síndrome de burnout em professores é real e precisa de atenção

A síndrome de burnout em professores é real e precisa de atenção
Escrito por Lilo

Alunos difíceis, burocracia, pressão por resultados — saiba por que a síndrome de burnout em professores está se tornando tão comum e como evitá-la

Síndrome de burnout em professores sobrecarregados

Com uma certa frequência, empresas especializadas em recursos humanos divulgam uma lista com as profissões mais estressantes. A posição delas no ranking pode até variar entre uma edição e outra, mas existe um fato incontestável: a carreira docente está sempre entre os primeiros lugares. Essa situação faz com que a síndrome de burnout em professores seja cada vez mais comum, prejudicando o trabalho e principalmente a saúde desses profissionais.  

Não é novidade que o Brasil não oferece as melhores condições de trabalho aos professores. Salários baixos os obrigam a dobrar ou até triplicar sua jornada. A gestão da sala de aula é desafiadora, além das inúmeras exigências burocráticas que eles precisam atender. É difícil conciliar as atividades escolares com práticas que colaboram para a qualidade de vida, criando um cenário altamente favorável para a síndrome de burnout

E você, conhece essa síndrome? Sabe quais são os fatores que contribuem para seu surgimento e, principalmente, sabe como evitá-la? Neste post vamos explicar suas causas, os sinais que devem deixar o professor atento e alternativas para a prevenção.

O que é a síndrome de burnout?

Trata-se de uma condição clínica que algumas pessoas desenvolvem quando as atividades profissionais geram um estresse excessivo e persistente, levando-as à beira do colapso. Entre as características usadas para diagnosticá-la estão a exaustão emocional, desumanização ou despersonalização, e reduzida realização pessoal no trabalho. 

síndrome de burnout em professores: mulher com as mãos no rosto, chorando

A síndrome foi identificada pelo psiquiatra alemão Herbert Freundeberg e passou a ser estudada a partir de um artigo publicado por ele, em 1974. O termo utilizado para nomeá-la — burnout — é a junção de duas palavras da língua inglesa. Traduzido, ele descreve um objeto “queimado por completo”, ou “até a exaustão”. Portanto, define uma pessoa que teve suas energias totalmente esgotadas nas atividades profissionais.

Quais são os sintomas da síndrome de burnout?

O principal sintoma da síndrome de burnout é a completa exaustão física e mental. O profissional se sente esgotado e totalmente desmotivado. A sobrecarga é tão grande que ele se torna incapaz de realizar as atividades comuns de seu trabalho.

Irritabilidade, ansiedade, pessimismo e dificuldade de concentração também são considerados sinais desse problema. A pessoa pode ainda ter dores de cabeça ou nas costas, fraqueza, insônia, lapsos de memória e mudanças bruscas de humor.

O que causa a síndrome de burnout em professores?

Como já mencionamos, esse quadro é causado por estresse excessivo e prolongado. Portanto, quem já vivenciou a carreira docente no país entende perfeitamente quais são as dificuldades que esse profissional enfrenta e por que a síndrome de burnout em professores está se tornando tão comum.

Infelizmente, o Brasil é o número 1 no ranking da violência contra professores. Não é incomum esse profissional sofrer ameaças à sua integridade física, além da grande carga mental que precisa suportar diariamente, devido à complicada gestão de sala de aula e indisciplina dos alunos.

Como se isso não bastasse, a baixa remuneração faz com que muitos professores ampliem sua jornada diária, trabalhando em várias escolas para conseguir a renda necessária para sobreviver. O resultado é o acúmulo de muito trabalho dentro e fora da sala de aula, gerando um alto nível de pressão e estresse. 

Como prevenir a síndrome de burnout em professores?

Burnout causado pelo excesso de tarefas

O primeiro passo para prevenir a síndrome de burnout em professores é justamente conhecer os sinais que apontam para o surgimento do problema e ficar atento a eles. Dessa forma, a situação pode ser revertida antes de causar grandes prejuízos à saúde.

O ideal, na verdade, seria rever uma série de questões referentes ao ambiente escolar e o sistema de ensino. Porém, como esse tipo de ação não depende do controle do profissional, selecionamos algumas iniciativas que você pode tomar no dia a dia para preservar sua saúde mental e evitar a síndrome de burnout em professores. Confira:

  1. O trabalho é uma das atividades importantes da vida, mas não a única. Planeje-se para encaixar na sua semana atividades sociais e de lazer, que promovam seu bem-estar físico e emocional.
  2. Não se isole de companheiros de trabalho. Fora da sala de aula, desenvolva um vínculo com os outros profissionais da escola e estabeleçam uma relação baseada na troca e cooperação.
  3. Não crie uma cobrança excessiva sobre si mesmo. Faça uma lista com as atividades prioritárias e realize as outras apenas se for possível, sem se sobrecarregar.
  4. Identifique quais são as situações que causam estresse com mais frequência e desenvolva estratégia para evitá-las ou enfrentá-las de maneira efetiva.
  5. Procure dedicar tempo a algo que proporcione prazer, como um hobby ou atividades físicas. 
  6. Movimento ajuda a aliviar o estresse e previne a síndrome de burnout em professores. Faça caminhadas, dance, patine ou pratique um esporte, de acordo com sua preferência.
  7. Procure consumir alimentos saudáveis.
  8. Encontre ou forme um grupo de apoio com quem possa compartilhar seus sentimentos e preocupações. Crie uma rede de pessoas com quem pode contar nos momentos mais desafiadores.

Quando é necessário procurar tratamento médico?

É possível evitar a síndrome de burnout em professores tomando consciência de sua existência e sinais, bem como desenvolvendo os hábitos que ajudam a aliviar a carga física e emocional do trabalho. No entanto, caso comece a perceber esses sintomas com frequência, não demore para procurar ajuda médica e psicológica. Sua saúde vem em primeiro lugar e precisa ser preservada. 

Entendeu o que é a síndrome de burnout e como evitá-la? Quer conhecer outras dicas para equilibrar trabalho e família? Continue no blog e confira o post sobre o assunto.