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Ansiedade na escola: como ajudar as crianças?

ansiedade na escola: criança brincando
Escrito por Lilo

Não tem como negar: a ansiedade na escola é um problema crescente e hoje sabemos que as crianças também são afetadas por ela. Mas como para todo problema existe uma solução, não precisa se assustar: a ansiedade na escola não é nenhum bicho de sete cabeças.

É preciso aceitar que a questão existe e encará-la com tranquilidade e naturalidade. Essa é a melhor forma de agir e realmente ajudar as crianças a seguir no seu desenvolvimento normalmente, sem maiores empecilhos.

Quer saber como lidar com a ansiedade na escola? Então vamos lá!

A ansiedade na escola é mais comum do que você acredita

Existem dois problemas de saúde psicológica que são apontados pelas autoridades de saúde como epidemias: a ansiedade e a depressão. A Organização Mundial da Saúde explica que o Brasil é um dos piores em termos de quantidades de pessoas ansiosas, com 9,3% da população sofrendo do problema de alguma forma.

Até uma década atrás, era raro considerar que as crianças estavam sujeitas ao problema. Hoje, entretanto, sabemos que a ansiedade na escola é um problema real, atingindo também os pequenos.

Mas não precisa entrar em pânico, a ansiedade na escola só é mais comum do que imaginávamos. Saber disso é um grande privilégio, na verdade, pois nos permite realmente tratá-la ao contrário de só viver com ela.

Mas como?

Entendendo a ansiedade na escola

Acontece que a criança vive um momento de formação emocional, onde é preciso entender suas limitações e trabalhar sua sensibilidade. Isso torna o sucesso em lidar com a ansiedade na escola muito importante para seu futuro.

ansiedade na escola: criança olhando da janela

Várias situações são sim estressantes para as crianças. Elas tomam suas próprias conclusões como nós, só que da sua própria maneira. Uma delas é o bullying, hoje mais compreendido do que no passado. Suas raízes ainda são discutidas, mas sabemos que a solução para ele é que as interações entre os pequenos sejam sempre mediadas por educadores.

É preciso aceitar também que algumas crianças têm dificuldades em alguns pontos do ensino e precisam de paciência, o que não é sinônimo de falta de cuidado, pelo contrário. Para evitar a ansiedade na escola, é preciso também entender os diferentes tempos de cada pessoa.

Como identificar o aluno com ansiedade e depressão

Existem sinais claros que indicam os problemas de ansiedade na escola. O principal é uma mudança brusca de personalidade, com um aumento da agressividade. Outra forma que essa variação se manifesta é no isolamento.

A criança com ansiedade nem sempre vai manifestá-la como um aumento de atividade. Na verdade, esse transtorno se manifesta como uma aflição constante, uma frustração com questões que ainda estão por vir, e não como um pico de energia como muitos acreditam.

Muitas vezes, aliás, a depressão se relaciona com a ansiedade na escola, sendo que a primeira se manifesta como resultado das frustrações da outra. Quando um aluno parece constantemente desistir de uma atividade à qual não conseguiu terminar após algumas tentativas frustradas, observe seu comportamento.

É preciso aceitar que nem sempre o clássico incentivo será o suficiente para que a criança supere um obstáculo. É preciso muito diálogo e sensibilidade para compreender a origem da ansiedade na escola, e ela assume um caráter diferente para cada aluno.

E nesse ponto do diálogo, é importante lembrar quem são os aliados dos educadores na luta contra a ansiedade na escola.

Dialogando com os pais

Os pais são responsáveis por uma parcela bem maior da educação do que os professores. Entretanto, eles muitas vezes não estão amparados pelos mesmos conhecimentos sobre ensino e formação infantil do que os profissionais.

Dito isso, é preciso entender que pais e educadores são aliados na formação infantil e devem combater juntos os males da ansiedade na escola. Mas é preciso saber abordar os responsáveis pela criança sem assustá-los.

ansiedade na escola: criança colorindo vários desenhos

Imagine a situação: você é abordado pelos professores do seu filho que dizem que ele sofre de ansiedade, depressão ou ambos. Ao invés de uma conversa direta, é melhor preparar terreno e indicar sempre que o problema não é tão assustador.

Comece indicando que algo não está indo muito bem e que a criança tem passado por uma mudança de comportamento. Destaque que isso pode ser normal com a idade mas que é preciso ficar atento.

Depois, indique um profissional especializado, como um psicólogo, mas não abandone o processo: continue informando-os sobre o dia a dia da criança e sobre seu comportamento. Às vezes o problema pode vir de casa, com pais ansiosos ou depressivos que também precisam de ajuda.

Para entender como melhorar a comunicação com os pais, você pode usar uma agenda eletrônica. Quer saber mais sobre essa ferramenta tão útil na educação infantil? Então leia nosso texto sobre o assunto!