Educação Escola

As metodologias de ensino e tudo o que elas oferecem na escola

metodologias de ensino
Escrito por Lilo

Existem muitas formas de se ensinar. Cada uma das metodologias de ensino tem suas próprias características, que não são necessariamente melhores ou piores que as outras.

Cada maneira de ensinar trabalha para superar diferentes desafios da educação que podem surgir diante dos pais e educadores. Por isso é interessante conhecer o que vai além do padrão para fazer a escolha certa.

Vamos ver quais são as diferentes metodologias de ensino que existem?

Conhecendo as metodologias de ensino

Se o assunto aqui é falar das metodologias de ensino diferentes, então é melhor começar falando primeiro do método tradicional.

Dentre as metodologias de ensino, a tradicional é a que menos precisa de apresentações, já que é a forma como a maioria das pessoas foi educada. Nesse método, o professor é o detentor do conhecimento e o aluno é um ouvinte que tem por dever absorver esses conhecimentos.

Por se focar na hierarquia entre quem tem o conhecimento e quem vai recebê-lo, o método tradicional está entre os mais limitados de se transformar. Ele é o clássico exemplo do professor na frente da sala ensinando um conteúdo enquanto os alunos assistem tudo, sem muito espaço para interações.

Quais são as diferentes metodologias de ensino?

Com o novo milênio, se popularizaram métodos de ensino variados, que exploram pensamentos mais modernos sobre como funciona a cabeça das crianças. Cada uma dessas metodologias de ensino explora de uma forma esses conhecimentos:

Ensino construtivista

O ensino construtivista consiste na ideia de que o conhecimento é construído como um prédio, tijolo por tijolo, pelo aluno. O papel do professor não seria “despejar informação”, mas mediar o processo para que o aluno use o que já sabe para aprender coisas novas.

A vantagem do ensino construtivista sobre as outras metodologias de ensino é o fato de não considerar o conhecimento como auto-explicativo. Cada criança aprende a partir de uma base de conhecimentos próprios e por isso o ensino precisa ser mais adaptado a cada grupo de estudantes. Essa forma de pensar, inclusive, abre espaço para maior inclusão na escola.

  • Idade recomendada: segunda infância (3 a 11 anos)

Ensino montessoriano

O método montessoriano é uma das metodologias de ensino que recebe seu nome do autor, no caso a pedagoga Maria Montessori. Aqui, o importante é libertar a criança das amarras dos outros métodos de ensino para que o conhecimento seja formado por interesse próprio.

Criança com várias opções de brinquedo: a liberdade de escolha é valorizada pelas metodologias de ensino

De forma resumida, a ideia por trás do método montessoriano é que a criança aprende melhor quando tem liberdade para agir sozinha. É claro que esse conhecimento, entretanto, não surge de uma situação caótica, mas de uma ambiente organizado e estimulante que ajuda a criança a criar interesses e desenvolver sua mente.

Um exemplo seria uma sala de musicalização sem instruções. Segundo o preceito montessoriano, a criança pode pegar qualquer instrumento para tocar e decidir se vai tocar individualmente ou em grupo. Esse tipo de ensino promove a independência e é contra o uso de prêmios como motivação para a conclusão de atividades.

  • Idade recomendada: primeira infância (0 a 6 anos)

Ensino Freiriano

O método Paulo Freire é especial entre as metodologias de ensino por ter surgido aqui no Brasil, seguindo os ensinamentos do professor de quem recebe seu nome.

Originalmente focado no ensino e alfabetização de adultos, seus conceitos foram depois transportados por estudiosos para a educação infantil. A ideia é que o ensino precisa se aproximar da realidade do aluno e a partir daí transformá-la.

Não adianta falar sobre questões abstratas se as crianças ainda possuem dificuldades em abstrair os pensamentos. O melhor é levar o ensino para a sua realidade, algo que Freire sempre defendeu com unhas e dentes.

Ao ensinar sobre a gravidade, é mais fácil fazer a criança entender os conceitos ao falar da queda das folhas de uma árvore que usar uma linguagem mais técnica. Experiências práticas também são bem vindas. Outro exemplo seria ensinar matemática a partir dos ingredientes usados na comida da escola, trazendo a base do conhecimento para o universo dos pequenos.

Conteúdo é importante, mas relacioná-lo com a realidade do aluno é mais!

  • Melhor momento para aplicação: durante a alfabetização da criança.

Abordagem Pikler

Assim como as demais metodologias de ensino alternativas, a abordagem Pikler respeita as individualidades e a liberdade da criança de uma forma que não acontece na educação tradicional.

Criança explorando um tablet: algumas metodologias acreditam que o ensino precisa se aproximar da realidade infantil.

Aqui, é o caminho da criança que irá guiar as decisões sobre o ensino. Dessa forma, é comum que esse processo seja lúdico. A abordagem é por vezes considerada não uma das metodologias de ensino, mas uma concepção sobre o funcionamento da primeira infância.

Por exemplo: se a criança começar a se interessar mais pela pintura, é através dela que os educadores devem abordar a formação dos demais conhecimentos, como a alfabetização. No caso, poderia ser proposta uma atividade de pintura com as letras.

O ensino Pikler segue a ideia de que a criança faz suas próprias escolhas, e os pais/educadores devem seguir com elas para que o ensino seja satisfatório. Normalmente aplicada em crianças de até três anos, todo o processo do ensino Pikler segue os interesses da criança, e procura minimizar ruídos externos que podem comprometer sua atenção. Deixe que a criança resolve!

  • Idade recomendada: segunda ou terceira infância (3 a 11 anos ou 6 a 12 anos)

Ao aplicar a abordagem Pikler, você pode achar interessante abordar caminhos que incentivem a criatividade, como o ensino artístico.

Que tal ler nosso texto sobre o assunto e aprender um pouco mais sobre como abordar a arte em conjunto com as metodologias de ensino?